Terrorismo nutricional… tô fora!

Nunca se falou tanto em dieta… mas mais da metade da população brasileira está acima do peso!

Nas sociedades contemporâneas há uma intensificação do culto ao corpo  com crescente preocupação com a imagem e a estética. Preocupação geral, que perpassa todas as classes sociais e faixas etárias apoiada num discurso que ora lança mão da questão estética, ora da preocupação com a saúde.

Modismos, estratégias nutricionais…coisas que estão aí na boca do povo com a promessa de  mudar a vida são lançadas a todo tempo:  quem não lembra da era do chá verde, quinoa, ração humana, chia, suco verde, detox, gojiberry, biomassa de banana verde, chá de hibisco, água morna com limão, óleo de coco, glúten/lactose free, batata doce com frango,  pasta de amendoim, abacate, ovos, muitos ovos, e agora não comer, jejuar ???

Se consumiu tudo isso a cada geração da súbita “fama” desses alimentos o que de fato conseguir sustentar ? O que mudou em sua vida? sua forma física? seu comportamento? sua forma de viver?

A “Demonização de alimentos” ou “terrorismo nutricional” tem alavancado o mercado de certos alimentos sem promover nas pessoas uma reflexão sobre a Nutrição que é um conceito muito mais amplo que simplesmente o ato de “abrir e fechar a boca” (ou seja, o ato de comer); as pessoas deixam de refletir sobre seus hábitos, seu estilo de vida, pois estão em busca da fórmula perfeita, mas estão sedentárias, doentes ou com exames alterados, fumam, bebem muito, têm estresse e insônia, e estão infelizes porquê não atingem seus objetivos; do contrário, depositam suas expectativas num só alimento ou nutriente que são âncoras para alimentar suas crenças e perspectivas; a longo prazo, quando o resultado não acontece, haverá espaço para entrada de novos alimentos e comportamentos que suprirão a frustração da atitude anterior, promovendo um ciclo vicioso eterno.

O que está acontecendo é a tentativa de “medicalizar” a alimentação como se “um” ou “outro” alimento fossem os responsáveis por si só por “esse ou aquele” objetivo; não comemos nutrientes e sim comida! O homem se nutre de alimentos e sentimentos (e não podemos ignorar a parte afetuosa da comida, onde nascemos e amamentamos, reunimos à família ao redor da mesa, fazemos associações positivas com a comida a todo instante ao sentir o cheiro e sabor que nos remetem ao prazer e alegria); mas muitas pessoas estão transformando a comida em inimiga, ditando rótulos dicotomizando entre “ruim e saudável”, criando fobias ao pão, a lactose, ao glúten  etc e só da pessoa comer já começa a sentir mal; a pessoa não come de maneira tranquila, e as regras e privações alimentares geram mais um estresse no dia, disparam-se os gatilhos para compulsão alimentar, cria-se a obrigação em comer certos tipos de alimentos (como uma “seita” p.ex.: batata doce com frango, ovos pela manhã) ou adotar certos tipos de comportamentos, p.ex.: água morna com limão, jejuar eternamente, criar mais e mais receitas “fit” – fazendo-se acreditar que de fato abacate, cacau e whey pode ser um brigadeiro “fit “(não é! please!) ou fazer-se acreditar na receita do bolo mais “saudável” trocando a farinha comum por fécula de batata ou a manteiga por ghee ou óleo de coco, sendo que no final das contas se a intenção era emagrecer muitas vezes você apenas trocou a fonte de caloria, mas não pensou se de fato está gastando mais e comendo menos, se está sentindo prazer no que se propôs a comer; e nenhuma dessas receitas você poderá comer livre, então porque não escolher um brigadeiro de verdade ou a fatia do bolo simples com café no lanche da tarde com sua avó? Alimentos “bons” ou funcionais podem alterar sua saúde mas jamais um alimento por si só vai engordá-lo ou beneficiá-lo mais em uma semana que passar a consumi-lo, porque o hábito e história alimentares é que determinam seu estereótipo: você é o que você come ao longo da sua vida!

O que precisamos refletir é sobre nosso estilo de vida como um todo: orientar-se para prática de exercícios físicos e hábitos alimentares que sejam sustentáveis, que sejam aliados à sua rotina e possíveis de replicar em qualquer lugar que estiver, que não se deixe levar pelo o que o outro faz mas sim pelo o que você prefere, que seja de fato melhor para você, sua fase da vida aprendendo a ter uma relação de harmonia com a comida para ser mais feliz! De estresse basta os problemas da vida! Não deixe a comida e “terrorismo nutricional” dominar você! Seja feliz!

Dra. Janaina Goston 

Este foi assunto do meu quadro Alimentação Saudável na rádio CBN BH. Acesse aqui a matéria completa!

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Por falar em corrida…

Fiz um bate papo com os meninos do Por Falar em Corrida de Floripa . Acesse e assista!

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Como escolher e comprar AZEITES?

Azeites são óleos cujas características nutricionais estão associadas a benefícios à saúde, dentre eles prevenção de doenças cardiovasculares. Também podem auxiliar no bom funcionamento do intestino, oferecer saciedade e dar sabor às refeições!

Mas você sabe como escolher um bom azeite?

Em primeiro lugar vamos diferenciá-los:

Os Extra-virgem são óleos provenientes de azeitonas de muito boa qualidade, da primeira prensagem e com baixos teores de ácidos graxos livres (< 0,5 %);  Na segunda prensagem extrai-se o azeite virgem com teor de ácidos graxos livres menor que 2,0 %. O resíduo da extração por prensagem é extraído por solventes, refinado e misturado aos azeites de qualidade inferior (virgens, refinados, lampantes).

Os melhores azeites do mundo não estão no Brasil e sim na Espanha, Portugal, Grécia e Itália. Assim a chance de comprarmos marcas fraudadas ou de má qualidade aumentam em nosso país. Especialistas em azeites os identificam por algumas características organolépticas: frutados, amargor e picância.  Todas essas propriedades são percebidas em provas de degustação.  Mas àqueles que não são treinados para isso nos resta identificá-los por alguns pontos:

1) Prazo de validade: em geral as indústrias incluem nos rótulos o número do lote, data de envase e data de validade (os melhores são aqueles com até 18 meses entre colheita e envase);  quanto mais novo, melhor!

2) Os vidros, embalagens devem ser escuras, e a rotulagem deve conter a orientação “manter em local fresco, seco, e ao abrigo de luz e calor”, pois estas são características que diminuem seu tempo de prateleira e consequentemente alteram o sabor. Não deixe azeite guardado em local claro, abertos, armazenados em vidros claros pois só contribuem para danificá-los.

3) O preço qualifica o produto. Azeite bom, portanto, é mais caro mesmo!

4) Procure informações sobre certificação nos produtos comprados dentre eles DOP (Denominação de origem protegida), Halal Control (inspeção independente que certifica produtos dentre eles os alimentícios) e produtos do mundo premiados pelo COI (Comitê Oleícola Internacional) instituição mais respeitada no setor de azeitonas e azeites! Conheça a lista de premiados no mundo!

Dados dos produtos comercializados no Brasil:

Recentemente uma pesquisa publicada pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) identificou irregularidades em 45 marcas de azeite comercializados no País. Para a inspeção, foram coletados produtos de 140 marcas nos últimos dois anos. A equipe de fiscalização inspecionou 279 amostras de 214 lotes. Do total, 38,7% dos produtos tinham problemas e 79% das irregularidades eram relacionadas à baixa qualidade. 

A Proteste publicou fraudes em diversas marcas, dados publicados no site da Veja.com que também relata marcas dos mais bem classificados. Veja os resultados da Proteste aqui !

Sem qualquer conflito de interesses com as marcas, a seguir deixo um vídeo ilustrativo de como ocorre a produção até o envase dos azeites. 

https://youtu.be/MTcAdPyZ7s8%20

Também um site para informações sobre o universo do azeite que vale conhecer.

Os azeites  deixam sua marca pelo sabor e as características benéficas amplamente divulgadas das civilizações mediterrâneas para o mundo. Os nutricionistas incentivam seu consumo. Ainda que calóricos (1 col sopa ~100Kcal), podem fazer parte da harmonização de pratos e receitas (usados à frio ou expostos por pouquíssimo tempo em altas temperaturas, pois não devem ser aquecidos na culinária) podem compor as gorduras essenciais da dieta no lugar das saturadas provenientes de origem animal. Como abacates e sementes oleaginosas, têm papel importante na ingestão de gorduras que o corpo não produz (ditas essenciais) e desta maneira 1 a 2 colheres de sopa por dia dão aroma, paladar e saciedade aos nossos pratos! Pesquise sempre preços e informações sobre a data de validade do azeite que está comprando! Aprecie o sabor, seja feliz!

Dra. Janaina Goston

 

 

 

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Eu bebo leite!

Veja o  video em destaque no  #bebamaisleite sobre o consumo de leite e derivados por esportistas e atletas

 

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O açúcar que você não vê!

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o consumo de 50g de açúcar ao dia, isto é, o açúcar total consumido diariamente não deveria ultrapassar 10% da ingestão calórica quando a dieta de base são 2000Kcal/dia. Esse percentual deve incluir o açúcar de mesa utilizado na preparação das refeições, e os açucares adicionados aos alimentos como refrigerantes e bebidas prontas para consumo, além de mel, xaropes, sucos de frutas, entre outros. Após 2015, a OMS ainda restringiu mais a quantidade diária máxima de açucar para adultos e crianças para 5% das calorias totais, ou cerca de 25g de açúcar por dia Diretriz ingestão açucares

O tão habitual achocolatado na mesa dos brasileiros, apresenta em duas colheres de sopa a quantidade maxima de açúcar simples diária (25g) recomendada. O consumo de carboidratos na dieta é essencial e deve ser estimulado pela população, mas temos que nos atentar às melhores escolhas. O ideal, como já foi citado, é selecionar fontes de carboidratos complexos (provenientes de pães e cereais integrais, aveia, tubérculos etc). Ainda que as frutas são fontes de açúcares (frutose), têm tambem inúmeros outros benefícios como: água, fibras, vitaminas, minerais, antioxidantes e por isso devem fazer parte do nosso dia a dia no minimo entre 2 a 3 porções diárias.

Quantidades de açúcar presentes no achocolatado em pó (2col sopa = 25g) e numa lata de refrigerante (350mL = 35g de açúcar) e

Clique aqui e assista o Bom Dia Minas, rede globo entrevista sobre o açucar que você não vê.

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